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Chevrolet Trailblazer 2021 pode ser o anti-Compass da GM no Brasil

Há expectativa de que ele seja fabricado na Argentina e venha atuar entre o Tracker e o Equinox

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Nesta onda de resgate de nomes do passado, a Chevrolet renasceu o nome Trailblazer nos Estados Unidos para a linha 2021. Mas, se o Trailblazer do passado era baseado em uma picape de chassi, agora temos um produto para resolver os problemas deixados pelo Trax (o antigo Tracker). Ou até mais do que isso. Ele é cotado para atuar entre o novo Tracker (que não será vendido nos EUA) e o Equinox em alguns mercados, como o brasileiro. A produção viria da Argentina (ele seria o tal modelo de “alto valor agregado” prometido para lá) e teria como alvo, claro, o Jeep Compass.

O novo Trailblazer está para o Tracker assim como o Compass está para o Renegade. O novo SUV mede 4,40 metros de comprimento e 2,64 m de entre-eixos, enquanto o Tracker nacional tem 4,27 m e 2,57 m, respectivamente. Ou seja, encaixaria perfeitamente entre o SUV derivado do Onix e o Equinox, que mede 4,65 m e 2,72 m, nesta ordem. Em relação ao Tracker, o Trailblazer investe num design mais esportivo, principalmente na dianteira com o conjunto óptico dividido e uma ampla grade separada por uma barra. De perfil, ele se destaca pela coluna C larga e inclinada, o que reforça seu aspecto mais invocado.

O interior é ainda mais expressivo. Linhas atraentes dominam o ambiente, além de uma tela de 8″ no centro. O acabamento em black piano está em diversas partes nessa versão RS avaliada, além dos detalhes em vermelho anodizado (como na versão Trailhawk do Jeep Compass).

Mas se o desenho interno é legal, a GM não fez muito pelos materiais. O Trailblazer RS tem painel e portas em plástico rígido, até mais do que vemos em alguns modelos mais baratos. O material simples domina boa parte do interior. Até mesmo os bancos do RS – uma mistura de vinil simplório com um tecido ainda mais – desapontam. A única parte sem plástico é uma vertical do painel, que tem uma bela textura e costura vermelha.

Fora a qualidade dos materiais, temos que falar sobre a qualidade de construção. Destrave as portas pela chave presencial e há um mecanismo barulhento. As maçanetas parecem frágeis, as portas são leves e o som de quando se fecham é baixo. Há partes que fazem barulho no interior também. Algo comum em modelos da sua categoria, mas no Trailblazer tudo isso é mais notável que em qualquer outro concorrente.

A Chevrolet trocou o motor 1.4 turbo do antigo Tracker por um par de motores com três cilindros e turbo. Com tração dianteira, como o testado, há opção do 1.2 ou 1.3 com câmbio CVT. Já a RS e a Activ, as únicas versões disponíveis para a imprensa americana neste momento, trazem o motor 1.3 como item de série.

Não sabemos exatamente o motivo para a Chevrolet oferecer dois motores similares no Trailblazer, já que os números não são tão diferentes. Como a maioria dos motores tricilíndricos turbo, o torque em baixas rotações é o destaque, com 22,4 kgfm no 1.2 e 24,1 kgfm no 1.3. São 139 cv e 157 cv, respectivamente. Nas lojas, você verá mais o 1.3 com tração integral opcional, enquanto o 1.2 estará com tração apenas dianteira nas versões L, LS e LT.

A diferença entre o 1.3 e o antigo 1.4 é gritante. Como nos motores desta categoria da Ford e BMW, ele tem bastante torque em baixas rotações (1.600 rpm) e uma ansiedade em mostrar isso. Mas o fôlego acaba logo, não adiantando passar muito das 3.000 rpm. Não é um carro rápido, mas o 1.3 tem bastante força em baixa e é fácil de ser usado inclusive em estradas.

É um motor econômico ao menos. Em um trajeto de 160 km de estrada, chegamos aos 14 km/litro. Em outro percurso misto de cerca de 130 km, o computador de bordo seguiu mostrando a mesma média. O som do motor 1.3 também ajuda nessa economia, pois não empolga a acelerar. Andando tranquilamente, ele é bem quieto, inclusive neste Trailblazer,

Queria ter avaliado o Trailblazer com o câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4, um conjunto que agrada em outros modelos da GM. Mas o CVT é bom e tem um comportamento excelente mesmo com o pé embaixo, além de responder rápido nas baixas cargas no acelerador. As versões com tração integral são opção aos locais com neve, mas a tração dianteira já vai muito bem.

Os engenheiros da Chevrolet se preocuparam em melhorar a rodagem, mesmo mantendo a suspensão McPherson na dianteira e um eixo de torção na traseira. O Trailblazer é bem-comportado em terrenos acidentados e asfalto ruim. Não é um fora-de-estrada, mas peguei algumas estradas de terra durante esta avaliação e sua estabilidade e leveza são admiráveis.

Ouvimos muitos ruídos de vento, pneus e da estrada. Você terá um rodar mais quieto em um Mazda ou Hyundai, por exemplo, e ambos oferecem uma boa experiência ao volante, já que não senti muita confiança na direção elétrica do Trailblazer em conduções mais rápidas. É leve demais e fica devendo em comunicação. Não tive muita fé no que estava acontecendo sob o eixo dianteiro, além de ter ficado com uma impressão de grande rolagem de carroceria nas curvas, ainda que progressiva.

Como no Tracker e no Equinox, o Trailblazer atrai pelo pacote de equipamentos. É um dos mais baratos modelos do mercado a ter Apple CarPlay e Android Auto sem fio e um impressionante pacote de segurança ativa. A central multimídia com tela de 8″ parece ser mais rápida que a de outros modelos GM que testei recentemente, ainda que rodando o mesmo software.

O Trailblazer básico, de US$ 19.995 (R$ 106.000), já tem frenagem automática de emergência com detector de pedestres, farol alto automático e assistente de faixa, mas apenas a Activ e RS trazem o piloto automático adaptativo. Como opcionais, temos detector de ponto-cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.

O problema é que as versões mais caras custam bem mais. No caso do carro testado, um RS, a conta vai para US$ 30.850 (R$ 163.500). Na concorrência, por US$ 31 mil, encontramos rivais completos com tração integral, além de alguns modelos de segmento superiores. Por este preço, no lugar do Trailblazer de US$ 31 mil, eu fico com um Honda CR-V EX, com tração integral, mais potência e mais segurança. Você só vai perder o CarPlay sem fio. Pra mim, parece que a Chevrolet colocou o preço do Trailblazer com uma bela margem de lucros.

Mas a realidade é que entre US$ 25 mil e US$ 26 mil (cerca de R$ 130 mil a R$ 140 mil), o Trailblazer é um bom negócio. É um crossover com motor potente e um perfil de condução prazeroso, mais que alguns concorrentes. Sabendo que o Tracker Premier custa R$ 119.490 e Equinox LT começa em R$ 137.260, o Trailblazer poderia vir ao Brasil com o motor 1.3 turbo justamente nesta faixa entre os dois. Coincidência ou não, o Compass também vai ganhar um motor 1.3 turbo em 2021…

Motor1

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SUVs da Lexus têm mais itens eletrônicos na linha 2021 no Brasil

Lexus RX 450h tem duas versões de 313 cv e NX 300h tem três versões de 200 cv; veja os preços dos SUVs híbridos japoneses

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Os modelos SUVs da Lexus chegaram à linha 2021 no Brasil. A marca anunciou que o RX 450h — um dos mais vendidos do mundo — e o NX 300h já estão disponíveis em toda a rede de concessionárias. Os dois carros são híbridos. A Lexus traz novidades em segurança e tecnologia para ambos os modelos.

Os dois SUVs agora vêm com Lane Trace Assist (LTA), que auxilia o motorista caso o veículo avance sem seta para outra faixa, e alerta sonoro e visual para uso dos cintos traseiros, itens estes que auxiliam na condução e na proteção do motorista e também dos demais ocupantes do veículo.

Além disso, o Lexus RX 450h 2021 conta com o sensor de pressão dos pneus e o NX 300h vem equipado com o Assistente de Estacionamento Ativo da marca (ICS).

Disponível em duas versões, Luxury com 7 lugares e F-Sport, o RX 450h 2021 reforça os atributos da marca Lexus com um design refinado e estiloso. O sistema Lexus Hybrid Drive combina, no RX 450h, um motor 3.5 V6 com potência de 26 2cv (6.000 rpm) e torque de 335 Nm (4.200 rpm) com dois motores elétricos — um dianteiro de 167 cv e 329 Nm e um traseiro de 68 cv e 139 Nm. Combinados, os três motores do Lexus RX 450h entregam 313 cv de potência.

Na parte interna do Lexus RX 450h na versão Luxury, os bancos do motorista e do passageiro dispõem de regulagem elétrica para 14 posições e memória para até três perfis. Já na versão F-Sport, ambos os bancos contam com 10 posições de ajustes e memória para também até três perfis apenas para o motorista. No computador de bordo, com tela TFT colorida de 4,2”, o motorista conta com informações de consumo instantâneo, consumo médio, autonomia, velocidade média, temperatura externa, indicador de marcha, informações de áudio, entre outras.

Composto por sete alto-falantes, quatro tweeters e um subwoofer, o sistema multimídia da Lexus garante áudio com qualidade incomparável, compatível com CD, DVD player, Bluetooth, TV digital, espelhamento de celulares com Android Auto, Apple CarPlay, tudo isso reunido numa tela LCD sensível ao toque de 12,3”.

No quesito segurança, o RX 450h conta com 10 airbags, controle de tração e estabilidade, bem como assistente de partida em rampas. Completam o pacote os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema Isofix para fixação de assento infantil, dispositivo de alerta em caso de esquecimento de pessoa ou objeto no interior do veículo, além de câmera de ré para o RX 450h versão F-Sport e câmera 360º para a versão Luxury.

Disponível nas versões Dynamic, Luxury e F-Sport, o Lexus NX 300h 2021 combina dois motores — um 2.5 a gasolina de quatro cilindros 16V e um elétrico síncrono de ímã permanente que propicia melhor relação peso/potência e maior eficiência. O motor a combustão tem potência de 155 cv (5.700 rpm) e torque de 210 Nm (4.400 rpm). O motor elétrico desenvolve 143 cv e 270 Nm. Juntos, os dois motores resultam em potência combinada de 200 cv.

Entre os principais itens e equipamentos do NX 300h destacam-se a tela de LCD para o sistema multimídia exclusivo da Lexus, com 10,3’’ para as versões Luxury e F-Sport e 8’’ para a Dynamic. O sistema multimídia é compatível com TV digital (nas versões Luxury e F-Sport), rádio AM/FM, DVD player, CD-R/RW, MP3, WMA, sistema Bluetooth com microfone e amplificador, além de Android Auto e Apple CarPlay. A câmera de ré com linhas guias segue na versão Luxury, enquanto a F-Sport tem câmera 360°.

O banco do motorista dispõe de regulagem elétrica para 10 posições e oito para o passageiro da frente. Na segurança, o NX 300h conta com oito airbags, controle de tração e estabilidade, bem como assistente de partida em rampas. Completam o pacote os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema Isofix para fixação de assento infantil, além de câmera de ré que pode variar de configuração conforme o modelo.

Os preços da linha Lexus RX 450h e NX 300h são os seguintes (menos para o Estado de São Paulo e para a Zona Franca de Manaus):
RX 450h F-Sport – R$ 454.990
RX 450h Luxury – R$ 445.990
NX 300h F-Sport – R$ 354.990
NX 300h Luxury – R$ 320.990
NX 300h Dynamic – R$ 299.990

As cores externas disponíveis para o RX 450h são: Cinza Titânio, Cinza Mercúrio, Preto Grafite, Vermelho Coral e Azul Royal. As cores exclusivas da versão F-Sport são: Branco Super Nova e Azul Olímpio, enquanto a Luxury tem as cores exclusivas Branco Sônico e Marrom Âmbar. Internamente, as opções de cores para a versão F-Sport são: Preto F-Sport; Preto com Branco F-Sport e Granada F-Sport. Para a versão Luxury: Preto, Caramelo e Bege.

Para o NX 300h as cores externas são: Branco Sônico, Preto Grafite, Cinza Mercúrio, Cinza Titânio, Prata Platinum, Vermelho Coral, Marrom Âmbar e Azul Meteoro. As cores Azul Olímpio e Laranja Lava são exclusivas para a versão F-Sport. Nas partes internas as cores são: preta (Dynamic), bege, preta e caramelo (Luxury) e branca com preto, preta ou granada com preto (na versão F-Sport).

Guia Carro

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Range Rover Evoque 2021 chega em versão única e mais tecnológica

Linha 2021 do SUV da Land Rover aposta em tecnologia, revestimentos diferenciados e novo volante; Evoque R-Dynamic SE custa R$ 357.950

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A Land Rover lançou, no Brasil, a linha 2021 do Range Rover Evoque. Agora em versão única de acabamento, a R-Dynamic SE, que a princípio é importada do Reino Unido, o modelo vem com conteúdo extra de itens que apostam na tecnologia. Preços do utilitário, já disponível em todas as concessionárias da marca, partem de R$ 357.950.

O SUV traz o novo sistema de entretenimento PIVI PRO. De acordo com a marca, a atualização é constante e extingue a necessidade de ir presencialmente a uma concessionária. O modelo recebeu, também, um novo volante revestido com couro e design que segue a cartilha da linha Range Rover. Aletas para as trocas de marcha agora são feitas de alumínio.

Para os bancos, contudo, foram acrescentadas as opções de revestimentos com couro Windsor e a premium sustentável Kvadrat. Esta última, é feita com materiais sintéticos e matéria prima derivada de produtos reciclados.

No mais, o Evoque vem com câmeras 360º – dá para ver o carro todo por fora – e função ClearSight Ground View, ou Capô Transparente. Mas o que seria este sistema? Em síntese, o motorista consegue visualizar o terreno à sua frente abaixo do capô. Sim, é como se nada existisse além do para-brisa do veículo.

O Wade Sensing (ou, Sensor de Profundidade, em português) também é novo no modelo. Sua função é monitorar a profundidade da água no local em que o carro está. Para quem não sabe, a capacidade de imersão do Evoque é de 530 milímetros.

Motorização e cores do Evoque
A versão única R-Dynamic SE do Evoque, no entanto, continua com o motor P250 flex. São, ao todo, 250 cv de potência e 36 mkgf de torque. O SUV tem cinco cores para a carroceria. São elas: Cinza Nolita, Azul Portofino, Bronze Lantau e as pinturas da paleta especial metálica premium, Cinza Carpathian e Prata Silicon. A gama de acessórios extras, todavia, é composta por itens como tapetes de proteção para o porta malas, capas para os bancos traseiros para transporte de pets, caixa refrigerada, entre outros.

Jornal do Carro

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Fiat terá SUV compacto para ocupar lugar deixado por Ford EcoSport

Primeiro SUV da Fiat chega este ano com motor 1.0 turbo, câmbio CVT e base do Argo; veja o que já sabemos sobre o Projeto 363

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A Fiat é uma das poucas marcas que não têm SUV no mercado brasileiro. Essa demora para entrar no segmento mais promissor, que já responde 32,7% das vendas no Brasil, ocorreu para dar espaço ao crescimento da Jeep, do mesmo grupo. Porém, o primeiro SUV da Fiat está chegando — e será este ano. O carro será baseado no Fiat Argo e tem uma missão: ser uma resposta ao Volkswagen Nivus, além de ocupar a vaga deixada pelo Ford EcoSport.

Assim como ocorreu com o lançamento da nova picape Strada, o primeiro SUV da Fiat está sendo guardado a sete chaves. Não se sabe o nome do carro e algumas fotos de espiões mostram o carro totalmente disfarçado, sem revelar as linhas. Mesmo assim, devido a informações que vazam de funcionários da Fiat, aos poucos o carro vai ganhando forma. Dentro da Fiat, o primeiro SUV é conhecido como Projeto 363. Por economia de custos, o Projeto 363 utilizará a plataforma MP1 do Argo e herdará boa parte de sua carroceria.

Assim como a Volkswagen trabalhou em cima do Polo para criar o Nivus, a Fiat trabalha em cima do Argo para criar seu primeiro SUV. Algumas soluções são óbvias: a parte frontal do Projeto 363 será mais elevada do que a do hatch (trata-se da principal característica de um SUV, além da elevação da suspensão). A lateral entre as colunas A e C, entretanto, serão idênticas. A traseira será mais alta para reforçar a característica de utilitário esportivo, com bom ângulo de saída.

Se a Volkswagen precisou desenhar um carro diferente do T-Cross, a Fiat precisa fazer algo diferente do Argo Trekking, a versão aventureira do hatch. Dessa forma, além de elevar o capô do carro, será necessário enfatizar os adereços de SUV, como as proteções das caixas de rodas mais grossas e uma proeminente barra de plástico preto atravessando as duas portas.

O designer brasileiro Kleber Silva, da KDesign, já tinha feito uma projeção do SUV da Fiat com a grade frontal da nova Strada. Agora ele traz uma atualização de sua projeção, utilizando elementos usados na Itália pelo Fiat Tipo Cross e também pelo Fiat 500X. Outras leituras que apareceram na internet foram dos designers João Kleber Amaral e Du Oliveira, que fez uma projeção do SUV da Fiat com a grade dianteira inspirada na nova Strada e alguns elementos do Maserati Levante.

Enquanto os designers tentam antecipar o visual do primeiro SUV da Fiat, os engenheiros trabalham nas características técnicas do carro. Já se sabe que o projeto 363 utilizará o novo motor 1.0 turbo flex de 3 cilindros que será fabricado em Betim (MG) na versão topo de linha. Este motor terá injeção direta de combustível, duplo comando variável e deve ter entre 115 e 125 cv. Talvez a Fiat siga a mesma linha que a Volks adotou no 1.0 TSI do Nivus (116 cv com gasolina e 128 cv com etanol). O torque também deve ser similar, na casa dos 200 Nm. O câmbio será automático do tipo CVT, da Aisin.

É possível, entretanto, que a versão de entrada use o 1.3 Firefly aspirado flex que equipa a Strada e o próprio Argo, de 101/109 cv (gasolina/etanol) e 134/139 Nm (g/e) com câmbio manual de cinco marchas, para ter um preço de entrada mais competitivo. A ideia é que o Projeto 363 ocupe também um espaço deixado vago pelo Ford EcoSport, que deixou de ser fabricado no Brasil. Se for confirmada essa versão de entrada com o motor 1.3, a versão intermediária deve ser 1.0 turbo automática.

Por dentro, a Fiat deve dotar o SUV Projeto 363 de uma multimídia com tela de 7” e conectividade Android Auto e Apple CarPlay sem necessidade de cabo. Espera-se também algum grafismo inédito no quadro de instrumentos, para acentuar a pegada aventureira do carro.

Embora queira ocupar uma fatia que foi abandonada pelo Eco Sport e seja um concorrente direto do Volkswagen Nivus, o inédito SUV da Fiat também tentará pegar alguma fatia do T-Cross e até do Chevrolet Tracker. Por isso, o Projeto 363 será mais alto (é bem provável que tenha pelo menos 195 mm de vão livre, contra 191 mm do T-Cross, 176 mm do Nivus e apenas 157 mm do Tracker. O Argo Trekking tem 185 mm de distância do solo. O carro também vai brigar com modelos distintos, como o Caoa Chery Tiggo 2 e o Honda WR-V, dependendo da faixa de preço.

Rack de teto, rodas de liga leve aro 16 e pneus 195/60 devem ser padrão no SUV da Fiat (o Argo Trekking 1.8 utiliza pneus 205/60 R15). Como a maioria dos SUVs modernos — que, na verdade, deveriam ser chamados de crossovers –, o Projeto 363 da Fiat não terá nenhuma versão 4×4. Essa continuará sendo uma primazia do Jeep Renegade dentro da Stellantis (empresa que surgiu da fusão FCA-PSA). Mas, pelo menos, o SUV da Fiat virá com o sistema E-Locker, que faz um bloqueio eletrônico do diferencial e melhora a tração em situações de barro ou lama.

Como a Fiat agora faz parte da Stellantis, junto com a Peugeot e a Citroën, a questão do posicionamento deixa de ser resolvida somente com a Jeep — é preciso considerar também de que forma esse lançamento vai impactar os SUVs compactos das irmãs francesas, principalmente o novo Citroën SUV que deve ser lançado em breve, abaixo do C4 Cactus.

Da mesma forma, o preço é um grande mistério. O Nivus tem uma versão de R$ 91 mil e outra de R$ 104 mil. Já o Tiggo 2, da Caoa Chery, vai de R$ 73 mil a R$ 87 mil. Outro possível concorrente, o Honda WR-V, custa de R$ 87 mil a 98 mil. O Fiat Argo Trekking custa R$ 68 mil na versão 1.3 e R$ 79 mil na versão 1.8. Acreditamos que o primeiro SUV da Fiat partirá de R$ 85 mil na versão 1.0 turbo mais barata e um pouco menos de R$ 100 mil na mais cara; se for confirmada a versão 1.3 aspirada com câmbio manual, pode partir de R$ 77 mil, a preços de hoje.

Guia Carro

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