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PICAPE

Volkswagen Tarok, a picape anti-Toro pode ser cancelada por conta da pandemia

Presidente Pablo Di Si comentou que a paralisação consumiu dinheiro que seria usado em futuros projetos

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Mostrada no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018, a Volkswagen Tarok era um conceito de uma picape monobloco que ficaria abaixo da Amarok, para enfrentar a Fiat Toro. Desenvolvida no Brasil, era esperada como parte do próximo ciclo de investimentos da fabricante. Porém, ainda não há data para sua estreia. Pablo Di Si, presidente da VW América do Sul, revelou durante live com Motor1.com que a marca irá atrasar ou cancelar alguns projetos por causa da pandemia.

“Primeiro é um orgulho do time do Brasil ter uma picape mostrada no Salão de Nova York, depois mostrada no Salão de Frankfurt, lá na Alemanha”, afirmou Di Si, “é um projeto que nós tivemos a ideia, mas com a pandemia e o nosso fluxo de caixa, teremos que reavaliar todos os investimentos, 100% deles. Este carro, sim. Não estou falando de cancelar, mas alguns serão atrasados, possivelmente alguns serão cancelados, não sei se este aí. Mas teremos que tomar muito cuidado com nossa posição de caixa deste ano e dos próximos dois a três anos.”

Segundo o executivo, manter a operação da fabricante durante a pandemia, com concessionárias fechadas e fábricas paradas, fez a empresa congelar os investimentos para reavaliar no segundo semestre, aguardando o retorno da indústria. Pelas contas de Di Si, toda a indústria gastou R$ 50 bilhões dos caixas das empresas durante os três meses de paralisação, o que representa o equivalente ao plano de investimento de todas as montadoras do Brasil para quatro anos.

Como a Tarok não fazia parte do investimento atual, que será encerrado com o lançamento do SUV médio fruto do Projeto Tarek (que virá no primeiro trimestre de 2021), a picape acabou ficando sem um aporte para iniciar sua produção, mesmo que tenha sido bem aceita pelo público. E Di Si afirma que não é possível pedir dinheiro para a matriz nesta crise. “Acabou essa história, você se vira, meu amigo”, disse o executivo.

A Tarok seria uma picape rival da Fiat Toro, feita sobre a plataforma MQB para entrar em um segmento que está virando o alvo de diversas fabricantes. A Ford trabalha em um modelo que irá retomar o nome Maverick, previsto para o ano que vem e que será apresentado aqui no Brasil. Rumores também dizem que a Chevrolet também terá um representante na categoria, como parte da plataforma GEM que deu origem aos novos Onix e Tracker.

Até antes da pandemia, a Volkswagen parecia ser a marca que estava mais próxima da entrada nesta categoria. O conceito da Tarok mostrado no Salão do Automóvel de 2018 estava praticamente pronto para produção e já tinha até motores definidos, usando o 1.4 TSI flex e o 2.0 turbodiesel, ambos de 150 cv e com câmbio automático de 6 marchas. Na melhor das hipóteses, só devemos ver a picape no Brasil em 2022, caso a marca consiga reabastecer os cofres para realizar um novo ciclo de investimentos.

Fotos: divulgação

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PICAPE

GM investirá R$ 10 bi no Brasil, Chevrolet terá picape anti-Toro

GM retoma investimentos de R$ 10 bilhões, vai produzir sucessora da Chevrolet Montana para enfrentar Fiat Toro e deve importar a Silverado

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A General Motors comemora um ano de conquistas para a marca Chevrolet, que se tornou pentacampeã nacional de vendas. A linha Chevrolet é a mais vendida no Brasil pelo quinto ano consecutivo (2016 a 2020). Além disso, o Chevrolet Onix confirmou seu hexacampeonato, o Onix Plus conquistou vendas recordes e o novo Tracker teve uma estreia vitoriosa no segmento de SUVs.

Num ano difícil, em que a indústria automobilística comercializou 1,950 milhão de automóveis de passeio e comerciais leves, a Chevrolet obteve 17,4% do mercado com 338.549 carros vendidos. Considerando só os carros de passeio, a participação da Chevrolet foi maior: 18,9%. Por isso, a GM quer investir no segmento de picapes, mais exatamente na sucessora da Montana.

O designer brasileiro Kleber Silva fez um a projeção da picape Montana 2023 e acredita que a GM vai se inspirar nas linhas do novoTracker ou da nova S10 para produzir sua anti-Toro. “De qualquer forma, terá um visual exclusivo”, disse o designer.

O presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, anunciou que os investimentos planejados pela montadora americana antes da pandemia estão sendo retomados. Os aportes somam R$ 10 bilhões no Estado de São Paulo e são estratégicos para o desenvolvimento e a produção de veículos inéditos, além da ampliação da oferta de equipamentos, entre eles os exclusivos OnStar e o Wi-Fi nativo.

“Num ano em que a sustentabilidade do negócio foi o grande desafio, também pela forte desvalorização do real frente ao dólar, que está impactando no aumento generalizado dos preços dos carros, a liderança da Chevrolet é consequência de uma estratégia vencedora”, disse Zarlenga. “Intensificamos o foco no varejo, onde a marca ampliou sua liderança para quase 6% em relação ao concorrente mais próximo.”

Entre os comerciais leves, a Chevrolet ficou com 9,9% de participação, atrás da Fiat (46,5%) e da Volkswagen (12,4%). A força da FCA no segmento de picapes foi determinante para que a empresa superasse a GM no ranking de montadoras. Por isso, a Montana será renovada. O atual modelo sairá de linha. Prevista para 2021, a nova picape Chevrolet usará a plataforma do SUV compacto Tracker, conhecida como GEM 2 (Global Emerging Markets), para mercados globais emergentes.

A sucessora da Montana (que poderá ter outro nome) usará o motor 1.4 turbo de 153 cv que atualmente equipa o Chevrolet Cruze. Este motor tem 240 Nm de torque e é fabricado em Rosário, na Argentina. O câmbio será o de seis marchas automático que equipa o Tracker. A ideia é bater de frente com a Fiat Toro, porém trazendo as inovações que fizeram da Chevrolet a marca pentacampeã de vendas no Brasil.

Para se ter uma ideia, a Montana (por estar desatualizada) emplacou 6.654 unidades em 2020, contra 53.974 da Toro. Em São Caetano do Sul (SP), sede da General Motors do Brasil, os executivos acreditam que haja espaço para mais picapes como a Toro. Além da Chevrolet, mais duas marcas devem entrar no segmento: Volkswagen (com a Tarok) e Ford (com a Maverick).

Ainda no segmento de picapes, é possível também que a GM traga a Chevrolet Silverado, para competir com a dupla da Ram, 1500 e 2500. Se vier importada do México, deve ser o modelo vendido como Cheyenne, com motor 5.3 V8 ou 6.2 V8. Se vier dos EUA (de onde o imposto é mais caro), a Silverado tem cinco opções de motor: 2.7 de quatro cilindros, 3.0 de seis cilindros em linha, 4.3 V6, 5.3 V8 e 6.2 V8. Desses, só o 3.0 é a diesel e trabalha com transmissão automática de 10 marcas. Sua potência é de 281 cv e o torque é de 624 Nm.

Os investimentos de R$ 10 bilhões da GM vêm na esteira de outra forte aposta no mercado brasileiro (R$ 13 bilhões nos cinco anos anteriores), o que dá uma soma de R$ 23 bilhões nos últimos 10 anos. Outro modelo que está na agenda da GM é um carro familiar de cinco lugares. Esse carro deve ser um crossover médio, com capacidade para cinco ou sete passageiros, para substituir ao mesmo tempo o monovolume Spin (já em final de ciclo de vida) e o Equinox (que é importado).

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PICAPE

Ford Maverick já tem visual quase definitivo

Veja as fotos que vazaram da inédita picape Maverick na linha de produção do México e a projeção atualizada do designer Kleber Silva

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Agora vai! Quase ao mesmo tempo em que a Ford anunciava o fim da produção de veículos no Brasil, vazavam na internet fotos da inédita picape Maverick na linha de produção da Ford em Hermosillo, no México. Com base nas fotos do Maverick Truck Club, o designer brasileiro Kleber Silva já atualizou a projeção da picape anti-Fiat Toro, que terá um visual exclusivo e não baseado no Ford Bronco Sport, com o qual divide a plataforma C2.

Há pouco mais de um mês, publicamos aqui algumas informações sobre a picape Ford Maverick, que será importada para o Brasil, mas provavelmente no início de 2022 e não em 2021. Agora já temos fotos do interior, da carroceria monobloco (como a Fiat Toro) e até da suspensão traseira, que será por eixo de torção como forma de segurar o preço da picape (a da Toro é multilink).

A inédita picape Maverick — que chegará como resposta à Toro cinco anos depois do lançamento da Fiat — terá uma frente bastante imponente, com a grade ligada aos faróis, também grandes, em formato de C ou D. A queda da coluna A (do parabrisa) é exatamente igual ao do novíssimo Ford Bronco Sport. Na traseira, o nome Maverick ficará na parte inferior da tampa.

Por dentro, dá para ver que haverá uma grande tela multimídia horizontal fazendo um prolongamento do painel digital. Abaixo do display central ficam os comandos com botões físicos, sendo dois de girar e cinco de apertar. Mais abaixo, duas saídas de ar horizontais ficam acima dos comandos do ar-condicionado digital. As fotos do interior foram feitas pelo site Ford Authority, que é independente.

Junto com as fotos do Maverick Club Truck e do Ford Authority, temos também uma foto da picape de traseira da linha de produção, publicada pelo site Motor1, que mostra claramente a carroceria monobloco da nova picape. O conceito de carroceria monobloco quatro portas em tamanho compacto (mas não pequeno) foi introduzido pela Renault, com a picape Oroch, derivada do SUV Duster. Logo em seguida, a Fiat lançou a Toro, com o mesmo conceito, derivada do Jeep Renegade.

Em relação às picapes médias, como a Ford Ranger, a Toyota Hilux e a Chevrolet S10, entre outras, as picapes monobloco não têm carroceria sobre chassi. Dessa forma, sua dirigibilidade é muito mais amigável, igual ao de um SUV moderno, um automóvel de passeio. Já as picapes tradicionais, com carroceria sobre chassi, têm a dirigibilidade mais parecida com a de um caminhão.

A escolha da suspensão traseira por eixo de torção é interessante. Mostra que a Ford quer mesmo vender a picape Maverick em países com poder aquisitivo mais limitado, como o Brasil e a Argentina, pois essa suspensão é mais barata. No momento atual da indústria automobilística, qualquer economia que segure o preço final é importante. Por outro lado, isso mostra como a Fiat Toro foi inovadora, com um trabalho de suspensão absolutamente impecável a partir da geometria do Jeep Renegade.

A inédita picape Ford Maverick será produzida na fábrica de Hermosillo, no México, o que facilita sua importação para o Brasil, uma vez que os dois países têm livre comércio, eliminando o imposto de importação de 35%. Ela utilizará uma variante da plataforma C2 da Ford. A montadora americana quer uma sub Ranger porque sua picape média cresceu demais. Historicamente, a Ford perdeu a chance de fazer uma picape derivada do EcoSport, o que adiantaria em anos o que hoje é uma ideia revolucionária, a nova Fiat Strada.

Espera-se dois motores para a picape Maverick. Um é o motor 1.5 EcoBoost turbo de apenas três cilindros, bem compacto, com injeção direta, que entrega ótimos 182 cv de potência (6.000 rpm). O torque é de 258 Nm a 3.000 rpm. O outro seria o motor 2.0 EcoBoost turbo de quatro cilindros, também com injeção direta, de 248 cv (5.500 rpm) e 373 Nm (3.000 rpm). Mas também há rumores de que a Ford pode optar por um motor 2.0 aspirado com injeção direta para as versões de entrada, novamente com o objetivo de segurar o preço.

O câmbio será sempre automático de oito marchas. A picape terá tração integral nas versões superiores e atributos off-road que possibilitem encarar de vez a Fiat Toro em qualquer terreno. Mas não deverá ter motor a diesel, o que é um grande diferencial da Toro. Podemos esperar a Ford Maverick com menos de 5 m de comprimento e menos de 3 m de distância entre-eixos, o que a deixará maior do que o Bronco Sport.

Curiosamente, o nome escolhido pela Ford é o de um antigo sucesso da marca no Brasil, o Maverick, que chegou a ser fabricado no país no início dos anos 70. Para os donos de Maverick será estranho ver uma picape com este nome tão marcante. Para as novas gerações, entretanto, os anos 70 estão muito distantes e, por isso, essa nova Ford, que somente vai importar carros, tentará emplacar o belo nome Maverick com outro conceito.

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PICAPE

Picapes Hyundai Santa Cruz e Ford Maverick chegam até o início de 2022 no Brasil

Com porte similar ao da Fiat Toro, novas picapes de Hyundai e Ford vão estrear quase juntas nos EUA e devem vir ao Brasil

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A partir do próximo ano, o mercado de picapes promete alçar voos nunca pensados para a categoria. Cinco anos após apresentar o protótipo, a Hyundai finalmente está próxima de lançar a Santa Cruz, sua primeira picape. Tal como a Fiat Toro, que deriva dos Jeeps, o modelo da sul-coreana vai usar o chassi em monobloco da nova geração do SUV Tucson.

Além da Hyundai, a Ford vai lançar sua picape intermediária, que será posicionada abaixo da Ranger. Conforme antecipamos no Jornal do Carro, o modelo em questão vai resgatar o nome Maverick, que fez sucesso no Brasil nos anos 1970. Naquela época, o Maverick era um carro com carrocerias sedã e cupê com estilo fastback.

Santa Cruz, a picape do Tucson
A Hyundai apresentou o conceito da Santa Cruz há exatos 5 anos no Salão de Detroit (EUA). Na época, o protótipo teve alta repercussão e gerou grande expectativa sobre quando seria o lançamento. Contudo, a picape ainda não saiu do papel. Mas parece que, enfim, chegará às ruas. A montadora deve apresentar sua picape até o fim deste ano.

As projeção feitas pela KDesign AD mostram como deve ficar a Santa Cruz em sua versão definitiva. O visual dianteiro lembra o estilo da atual geração do Santa Fe. Os faróis divididos trazem a parte superior bem fininha, e os módulos inferiores integrados à grade. O mesmo cenário é visto na traseira, que lembra o SUV de 7 lugares com lanternas horizontais que se conectam.

Algumas especulações sobre a mecânica já circulam pela internet. Dessa forma, é esperado que a Santa Cruz tenha opções de motores 2.0 turbo e 2.5 aspirado, ambos a gasolina, e transmissão automática de oito marchas. Além destes, há a possibilidade de a picape oferecer o parrudo 3.8 V6 a gasolina de 295 cv que equipa o SUV grande Palisade.

Maverick virá ao Brasil
Assim como a Santa Cruz, a Ford Maverick está prevista para estrear daqui a um ano. Assim, a marca deve apresentar sua picape média-compacta em linhas finais até o fim de 2021. O modelo será feito a partir do SUV Bronco, que teve as primeiras unidades emplacadas na Bahia. O utilitário será lançado no Brasil até o fim neste ano, importado do México.

Dessa maneira, é provável que a Maverick chegue aqui antes da Santa Cruz. Entretanto, tudo vai depender da demanda nos EUA. No caso do Bronco, a Ford nem bem começou a entregar o SUV e a fila de espera já é gigantesca. Por causa disso, inclusive, a estreia no Brasil pode atrasar e ficar para o último trimestre do ano.

No fim de 2020, a Ford registrou novamente o nome Maverick no Brasil. Na verdade, a montadora renovou a propriedade feita na década de 1970. Diferente da Fiat Toro, a Maverick será um produto mais difundido. A produção no México vai abastecer também a América Latina e o mercado brasileiro, que pode ser o primeiro a receber a picape.

Volkswagen Tarok também em 2022
Outra rival da Toro com lançamento próximo é a Volkswagen Tarok. A picape média-compacta foi originalmente mostrada no Salão de São Paulo de 2018 sobre a base do SUV T-Cross. Contudo, o projeto foi congelado e retornou no fim de 2020 com um upgrade. A Tarok, na verdade, vai nascer da base do SUV Taos, que estreia em maio para desafiar o Jeep Compass.

GM terá “Nova Montana”
A General Motors também vai utilizar sua plataforma modular para entrar na disputa das picapes meio-médias. O modelo será menor que a S10, porém maior que a Montana, que sobrevive em versão para o trabalho.

Assim, a nova picape da Chevrolet poderá até herdar o nome da compacta, que será aposentada. Só que, em vez de disputar vendas com a nova Fiat Strada, a Nova Montana vai rivalizar com Maverick, Toro e Tarok. O modelo deverá ser o último da classe a estrear, em 2023.

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